Como as últimas palavras de um livro,
fixadas na memória,
te registro num capítulo,
com seu nome e nossa história.
Releio as frases à minha caligrafia,
e recordo o conto da noite vazia
no qual errante eu ia
até te ler por completo.
Em tempo e espaço alternados,
estampo recados em versos
e minha visão de romance
em diários compartilhados.
Adormeço ao sol da tarde tímida
de alergia, ciúme e saudade.
Absorvo o intenso,
intensifico a verdade.
O desejo que flui
me engana bem.
Mal percebo, já fui:
reconheço o além.
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