quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Falta mar?
Falta
mergulhar
respirar
transpirar
Falta amar
o mar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

- Ei! Bateu
brisa de mar
e saudade
de ser mar
que te envolve,
que te sorri
e te dissolve.
Um pedaço do horizonte
poderia provar a inutilidade
das palavras frente
a um olhar à distância -
em pensamento.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


Bom dia,
Hoje acordei pra ver a lua,
E ela apareceu
De manhã
Entre um muro e o céu.
A amiga presenciou
O sol ardeu nos olhos
e nas costas.
A lua fazendo seu papel
E eu sorrindo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

O amor nasce em
qualquer caminho.
Mas não basta ter um
caminho qualquer.

É como um ninho,
que é abrigo e não prende,
que presencia o primeiro vôo
de um passarinho
sob o olhar do céu azul!

Luamor

Versos
pra ela, que me observa:
Universos
em meu olhar toda noite.
Uno versos:
Escrevo inspirada pelo brilho que vem do céu,
lanço palavras, na tentativa de conquistá-la,
mas elas dançam ao léu.
Será que, agora, a lua vai me amar?
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Não me olhe
e vá embora...
Olhas e foges?
Ousadia!
Acendes minha atenção,
e de súbito perco-te de vista!
Mas tua sombra
permanece em meu
olhar agora.
Não vá embora:
Me olhe um pouco mais.
Vamos beber
um vinho
tinto de amor,
e passar
a noite
olhando
a lua:

Nua
Sou menos
só,
Só sua,
sob o luar.

Sinto cheiro de amar!
Que a noite encontre o amor
e façam uma festa astral,
Lua-homem: casal.
Assim vejo estrelas.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Conto do canto

Canto no conto.
Do canto, do canto
de uma canção.
Detalhe bobo!
Canto o canto
que canto. Que canto?
E canto? Não?
Não! Não canto!
Mas conto que canto,
E penso que canto.
Canto em silêncio.
Silêncio que canto no conto.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Meu amor
E só
Nós dois
é só
questão
de tempo
Perdido
no vento
que passa
Meu passo
lento
atrás de
nós.
Choro como se fosse bom!
Sempre bom, como se fosse
uma lágrima de paz.
E, quando ela cai,
a paz também se despede
do meu rosto.
É meu disfarce,
o que eu gosto.
Gosto de chorar à noite.
mas prefiro um amor feliz,
desses que rejuvenescem
a face.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Semente de dois

Vinha o casal
às sete em ponto:
Ele pronto, o tal,
Ela achava sem sal.
Camiseta amassada,
sapatos no chão.
Reclamava da vida
sem lembrar da paixão.
Teimosa que só,
via sombra sem luz,
Eis que se ascendeu...
Num instante a seduz
o famoso Romeu.
Não deixara de ser
vítima de si mesma:
ciumenta, mulher,
decidida até...
Ele liga sem jeito,
Ela grita de longe,
Palpita no peito
o leito de seu doce
e imperfeito
Ato e alvo de amor.
Ela dorme aos prantos.
Resgatando o encanto
ele bate à porta,
diz que se importa.
Ela, pra disfarçar,
enxuga as lágrimas a tempo,
Mas se perde no tempo
insistindo em negar...
Ele a leva ao lugar
onde brotou o calor.
E quando o orgulho cessar,
ela perceberá
o que fez, o que faz
e o que o futuro traz a seu dispor,
Ato e alvo: o Amor.

domingo, 24 de junho de 2012

Colorida

a minha natureza flui.
como em dias de chuva,
quando o frio anima o ócio,
gotas finas caem desse amor.
eu, vestida de paixão,
acompanhada por ninguém,
faço-me vida e cor.
Fui!

Vale

Seca que inunda meus olhos
Em lágrimas de paz e bem,
Quero voltar aí! Logo, logo!


Quero beijar seu rosto
do lado esquerdo.
Suspirar o gosto

da sua presença doce.

domingo, 6 de maio de 2012

Alma de poeta


Quando a alma se debruça
no colo do poeta,
inspira-se em tudo que há;
Beleza é fatalidade.

É como andar pelas ruas
sentindo o instante passar,
sem pensar no passeio
do minuto que veio...

É ficar nu ao céu
do próprio espírito,
e perceber que o brilho
da lua reflete no rio do amor
toda noite em que se ama ao léu.

A impressão que se tem
é a beleza de alguém
compondo versos...

A alma dorme feliz!


domingo, 29 de abril de 2012


Lua crescente,
preenche o silêncio
dos astros, e mente
o amor nos corpos.
É pura fascinação!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Amor

De mãos dadas
Os irmãos corriam,
Sorrisos construíam
ao subirem as escadas
da vida.

Cresceram, e
improvisaram depois
em muitos abraços,
laços de amor-de-dois...

Logo já eram pais,
responsáveis pelos tais
respectivos filhos.
E que filhos!

Irmãos de mãos dadas
desde que a natureza
lhes deu mães

tão amadas.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Utopia

Tenho esperança:
- Ainda há bonomia!
Aquela que encanta e acaricia
o coração de quem vê flor em gente.

A suavidade de cada dia,
leve, leva esse amor que se sente
pelo mundo, pelo ar, por amar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Seus lábios meus
Desejam encontrar
A pele que me causa
Essa vontade
De ficar à vontade
Em seus braços.
Traços nossos
Marcam passos
Em espaços
No céu.
Te amar me tenta tanto,
que o tato transporta todos os sentidos.
Tento resistir, por enquanto.
No entanto, com ti me traio...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Deixo

Jamais zombarias de mim.
Entendes que parto,
pois o parto do fim
precedeu o previsto.

Portanto, partindo,
deixo meu coração,
que sempre foi seu,
desde que, então,
você apareceu.

Jamais zombaria de ti.
confiei tesouros meus,
e em minhas últimas palavras aqui,
em linhas curtas, construo nosso
Adeus.

domingo, 8 de abril de 2012

Do Coelho

Meus ovos
vou distribuir:
chocolates novos,
capitalizados.

Venho de longe...
Jesus ressuscita,
mas eu resplandeço.
e o lucro cresce.

domingo, 1 de abril de 2012

Um prelúdio

Das dores, tenho a pior,
e dela me faço gente.
Se a sinto, sinto-me só,
prendo-me à dor que arde a mente.

A ferida do ser
na individualidade,
constrói a cidade
de sangue a ferver.

O corpo vitral
se quebra no nada,
derrotado pelo prazer.
O escalar de ossos
afunda os olhos nossos
no desespero, a estremecer.

E a alma escurece,
O sol já não nasce
nos corpos.

A casca mantém a farsa
da morte que habita
seus interiores
e os incompleta.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Regressão

Esgotaram-se as passagens
para o mundo novo,
onde se vive
na união do povo,
e as mensagens verdadeiras tem valor.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Na rua

O ponto é meu divã.
Penso enquanto espero o ônibus,
 me surpreendo com esses olhos nus
de gente vã de ensinamentos.

domingo, 18 de março de 2012

Além de nós

Como as últimas palavras de um livro,
fixadas na memória,
te registro num capítulo,
com seu nome e nossa história.

Releio as frases à minha caligrafia,
e recordo o conto da noite vazia
no qual errante eu ia
até te ler por completo.

Em tempo e espaço alternados,
estampo recados em versos
e minha visão de romance
em diários compartilhados.

Adormeço ao sol da tarde tímida
de alergia, ciúme e saudade.
Absorvo o intenso,
intensifico a verdade.

O desejo que flui
me engana bem.
Mal percebo, já fui:
reconheço o além.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Quase àDeus

Parto, pois nasce um novo sol
e perto põe-se o segundo
do tic-tac mais profundo
que resplandece qualquer farol
quando tudo escurece...

Falso abrigo

Se esse amor que em mim abrigo
não me faz completa,
vejo a sombra de uma seta
apontando-me o perigo.

Se a conspiração me entristece,
ainda desço a avenida
com a mente acesa, mas perdida,
nem percebo que amanhece...