segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Conto do canto

Canto no conto.
Do canto, do canto
de uma canção.
Detalhe bobo!
Canto o canto
que canto. Que canto?
E canto? Não?
Não! Não canto!
Mas conto que canto,
E penso que canto.
Canto em silêncio.
Silêncio que canto no conto.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Meu amor
E só
Nós dois
é só
questão
de tempo
Perdido
no vento
que passa
Meu passo
lento
atrás de
nós.
Choro como se fosse bom!
Sempre bom, como se fosse
uma lágrima de paz.
E, quando ela cai,
a paz também se despede
do meu rosto.
É meu disfarce,
o que eu gosto.
Gosto de chorar à noite.
mas prefiro um amor feliz,
desses que rejuvenescem
a face.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Semente de dois

Vinha o casal
às sete em ponto:
Ele pronto, o tal,
Ela achava sem sal.
Camiseta amassada,
sapatos no chão.
Reclamava da vida
sem lembrar da paixão.
Teimosa que só,
via sombra sem luz,
Eis que se ascendeu...
Num instante a seduz
o famoso Romeu.
Não deixara de ser
vítima de si mesma:
ciumenta, mulher,
decidida até...
Ele liga sem jeito,
Ela grita de longe,
Palpita no peito
o leito de seu doce
e imperfeito
Ato e alvo de amor.
Ela dorme aos prantos.
Resgatando o encanto
ele bate à porta,
diz que se importa.
Ela, pra disfarçar,
enxuga as lágrimas a tempo,
Mas se perde no tempo
insistindo em negar...
Ele a leva ao lugar
onde brotou o calor.
E quando o orgulho cessar,
ela perceberá
o que fez, o que faz
e o que o futuro traz a seu dispor,
Ato e alvo: o Amor.